segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Amigas

Entre amigas, a distância não conta, é o coração que as unem. A verdadeira amizade é um dom precioso que nem todo mundo consegue vivenciar. Perto ou longe uma amiga será sempre presente para te suportar nos momentos difíceis, mas, também, comemorar as suas vitórias.
A amizade, aquela verdadeira, sem inveja, competições, construída dia a dia seguindo o coração resiste ao tempo e a distância.  As amigas são as irmãs que escolhemos. Isto mesmo, ninguém é obrigado a manter uma amizade. Porque quando é verdadeira a amizade, você sente, seu coração sente sua intuição não falha.
È inevitável que ao longo da vida o nosso modo de ser e de pensar mude e muitas vezes por isto, algumas amizades são deixadas para trás, outras interrompidas, mas aquelas verdadeiras superam todos os obstáculos.
Uma verdadeira amiga estará sempre pronta a te escutar, se você tem um problema ou dúvida. Ela estará sempre disponível e é incrível como a sua opinião conta.
Ela dá valor a tua pessoa, ao seu caráter aos seus dias um pouco tristes que não quer conversar, ela entende os mínimos detalhes de um dia belo ou um pouco cinza.
O que é mais incansável em uma amizade verdadeira é a capacidade de te fazer notar os próprios erros sem te julgar, claro que queremos sempre ser apoiados em uma decisão, mas uma amiga também tem a responsabilidade de mostrar os erros para que não se repitam.
E para mim, amizade não é só aquela dos momentos tristes. Compartilhar com uma amiga, os momentos belos e felizes é uma das coisas mais prazerosas da vida. Conquistar amigos são para muitos, mas amizades verdadeiras são para poucos.
Um grande abraço a todas as minhas verdadeiras amigas que de uma forma ou de outra tornam a minha vida mais feliz!

Jornalista Raquel Gonçalves
Varese - Itália

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

A Língua dos Anjos

Sou uma apaixonada da língua italiana, nós brasileiros temos um fraco pela Itália, talvez as grandes influências da imigração no nosso país e o jeito italiano de ser muito semelhante ao nosso nos faz inconscientemente amar este país e navegar na melodia e harmonia de uma das línguas mais rítmicas e celestiais do mundo.

A língua italiana, língua dos anjos, assim definida por Thomas Mann, é a língua mais romântica do mundo segundo uma pesquisa feita à linguistas da
empresa londrina Today Translations, sendo uma língua de referência para quem ama a arte, música, moda, arquitetura, gastronomia, entre outras coisas prazerosas da vida.
Falada aproximadamente por cerca de 60 milhões de pessoas , uma das maiores motivações para aprender o idioma é o enriquecimento cultural, seja por exigências de trabalho, estudo, turismo, ou  razões afetivas.
O italiano é uma língua de cultura,a língua de Dante,do belo canto, da lírica, é a língua de grandes artistas, pintores, poetas, escritores e filosófos. Como se faz a não cair em tentação por uma língua assim musical, aberta e variada. È a língua que acompanha a moda, a cozinha, a indústria automobilística sendo sinônimo de estilo e qualidade.
Enquanto os anjos no céu falam em italiano, aqui no paraíso terrestre continuo
admirando e escutando o som doce das vogais no final das palavras , a pronúncia melódica e a sinfonia dos verbos desta “dolce lingua”.

Programação em evidência: Settimana Della Lingua Italiana Nel Mondo

A XVII Edição da Semana da Língua Italiana no Mundo, programada do 16 a 22 de outubro de 2017. Será dedicada ao cinema com o título “L’ Italiano al cinema”, “L’Italiano nel cinema”.

Jornalista Raquel Visnara
Varese - Itàlia

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Insight

No meu último texto “o Ponto” me referi ao fato que em um ‘ponto de ônibus’ nunca devemos esperar que alguém sinalize por nós para parar o ônibus que queremos. Contei isso, porque a história do ônibus aconteceu comigo e fiquei um tanto quanto chateado porque o outro indivíduo não sinalizou e o ônibus não parou. E aí vem uma célere pergunta: ‘como ele poderia saber o que eu desejava?’

Na verdade, o fato de ter perdido o ônibus foi até bom, pois, me coloquei a pensar um pouco no fato do “esperar algo de alguém”, motivo esse, que surgiu àquele texto. E o mais interessante é que o que aconteceu comigo (e se tornou um texto) tem um nome: “insight”. Palavra essa que segundo alguns autores pode ser compreendida como uma: ‘compreensão interna, compreensão súbita, apreensão súbita, visão súbita, discernimento, perspicácia’.

O nosso subconsciente é capaz ‘em um ato súbito’ (e com base em fatos e acontecimentos que vivenciamos) transformar aquilo que aconteceu conosco em um algo discernível, compreensivo. Eu escrevi o texto para demonstrar que no meu caso ‘o fato de esperar algo de alguém e não se concretizar’ acaba se transformando em decepções, amarguras e frustrações. Por conta disso, mudado minhas estratégias e ações.

E você, teve algum insight hoje? Se teve, tire o máximo proveito do seu insight.   

Jornalista Daniel
Brasília-DF - Brasil

O Ponto

Diz uma velha máxima da vida urbana: 'ninguém nunca sinalizará para que o ônibus (lotação; condução; expresso) que você espera, pare onde deseja'. Então, avistou seu ônibus: corra, sinalize, se movimente, pois, senão você vai ficar no ponto e ter que esperar o próximo 'bus'.

Cuide-se, pois, a hora que mais vacilamos é quando tudo, parece normal: o dia, os círculos (viciosos ou não), a rotina. Os pontos fixos: a parada, as vias, os cruzamentos. Os pontos mutáveis: os horários, as relações, os sentimentos. É nessa fração de segundo que o imprevisto, a surpresa ou inesperado acontece.

Mas, afinal, o que quero dizer com isso? Que a vida é feita de momentos. Esteja alenta e preparado (a), e nunca espere algo de Seu Ninguém. Faça sempre o seu melhor; se movimente; não se acomode! Se for a hora e o lugar certo, com certeza, o universo conspirará a seu favor. 

Então, a melhor dica é: olhos abertos e não durma no ponto!

Jornalista Daniel
Brasília-DF - Brasil

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

SOS Amazônia

Eu, em primeiro lugar, como brasileira, sou contra a exploração abusiva da região Amazônica em prol de interesses privados.

O presidente Michel Temer havia decretado a exploração de uma enorme área de proteção ambiental no norte do país. A justificativa de tamanho absurdo é que o Governo Federal quer aumentar as exportações de matérias - primas para colocar o país, abalado pela crise econômica, de novo no caminho do crescimento.

É evidente que os benefícios desta exploração com certeza se concentrará nas mãos de um poucos e a inevitável perda da biodiversidade e ecossistemas será sentidas por nós e herdadas pelas futuras gerações.

É esse o modelo de concentração e exclusão que queremos repetir da Amazônia? Já não bastam as inúmeras falidas tentativas de exploração? Como o ciclo da borracha, a criação da Zona Franca de Manaus, aberturas de rodovias e hidrelétricas e da pecuária?

Não podemos deixar que este valioso patrimônio mundial ambiental se transforme em cinzas. O desafio do desenvolvimento sustentável deve ser apoiado, mas com a consciência dos nossos governantes que o econômico, o social e ambiental promovam crescimento sem destruição.

E apesar de ter sido revogada (pelo menos por enquanto), estaremos mais alertas, afinal a cobiças de uns poucos pode ser a destruição de vários ecossistemas.

Jornalista Raquel
Varese - Itália  


sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Ter ou Ser...

Desde que comecei a escrever estes pequenos textos, assuntos semelhantes se tornaram frequentes no meu dia a dia. Tempo, estratégias, planos são matérias frequentes de impressos, sites e tevê. Na verdade, somos, constantemente, influenciados pelo que 'vemos ou vivemos', mas, é certo que há uma crescente MUDANÇA de hábito nas gerações Y, X, Z...

Por ser um observador do cotidiano, característica peculiar a minha profissão (jornalismo), percebo que aquele velho conceito do 'TER para SER FELIZ', aos poucos perde espaço para o ' VIVER para SER FELIZ '. Talvez, leve décadas ou séculos, para que o 'TER' dê lugar ao 'SER', afinal, o CAPITAL vigora em praticamente todas as relações humanas. Entretanto, para uma caminhada, basta dar o primeiro passo.

E esclareço que a ideia não é SER contra o capitalismo, mas, de utilizá-lo apenas como uma forma de SUBSISTÊNCIA e não de EXISTÊNCIA. Observe ao seu redor: o caos urbano; as guerras; as tragédias; as catástrofes, tudo tem uma razão. O espaço; a hegemonia; as abnegações; a exploração exacerbada da terra, todo o SER perdendo lugar para o TER.

E agora lhe pergunto: é preciso TER muito para VIVER e SER feliz?

Jornalista Daniel
Brasília/DF - Brasil